A Nova diretoria Executiva. Veja mais

Conselhos e Comissões

Como atuante porta-voz e defensor das classes que representa, participa do Conselho Municipal de Contribuintes, Conselho Municipal da Alimentação Escolar, Conselho Municipal de Transportes Coletivos, Conselho Deliberativo do SAAE Serviço Autônomo de Água e Esgoto, Conselho Municipal do Plano Diretor, Conselho Municipal de Turismo, Conselho de Desenvolvimento Rural, Comissão Municipal de Emprego e Conselho Municipal de Habitação.



Da esquerda para a direita em pé: Alcebíades Marins, Camilo Metzger, Odim Pessôa de Barros, Emílio Régnier, José Augusto Alves e Myrtharistides Campbell. Da esquerda para a direita sentados: Edgard Geraidine, Emilio Gomes Carreira, Flávio de Miranda Gonçalves (presidente), Elias Geraidine e João Moreira Barbosa.

No memorável dia 3 de setembro de 1933, em Assembléia Geral aberta solenemente por Raphael Levy Miranda, reuniram-se no salão localizado na avenida Joaquim Leite, 340, Centro de Barra Mansa ,Elias Jorge Geraidine, Emilio Gomes Carreira, Moinho Santista SA, Régnier e Cia., J. Alves, Viúva Celso Ourique e Cia., Damião Medeiros, Cícero Cunha, Barcellos & Millen, A.Pereira & Irmão, Alfredo Espíndola, Barbosa & Cia., J.B. Bondarowsky, Arbex & Cia., Leal & Marins, A.Francisco Filho, Nicolau Francisco & Filho, João Moreira Barbosa, Argemiro Coutinho e Cia., Alfredo Silva, Elias Jorge Geraidine & Irmãos, Edgard Geraidine & Cia., Flávio de Miranda Gonçalves, Irmãos Brandão, A.Macedo, Jayme Oscar de Pinho Carvalho Junior, Arlindo Costa, J.Paiva Ataide, Benedito Augusto Miller, E.G. Carreira, L. Alves, Lopes & Galvão, Myrtharistides Campbell, J.Silva Ramos, J.Brandão, Oscar Amaral, Antonio Cotrim Moreira, Chiesse & Irmão, Carlos Gonzaga de Oliveira Campbell, Odim Pessôa de Barros, Albano Paes, T. Mello e Adolfo Klotz.

Elias Jorge Geraidine foi convidado por Raphael Levy Miranda para presidir os trabalhos da Assembléia Geral, procedendo-se logo após a instalação oficial da Associação Comercial de Barra Mansa, a eleição para a sua primeira diretoria, constituída por Flávio de Miranda Gonçalves (presidente), com 13 votos; Elias Jorge Geradine (vice-presidente), com 12 votos; Emilio Gomes Carreira (secretário), com 19 votos e João Moreira Barbosa (tesoureiro), com 22 votos.

Na mesma Assembléia foi nomeada uma comissão para elaborar os Estatutos, constituída por Emilio Régnier e Antônio Cotrim Moreira (pelas grandes e pequenas indústrias); Edgar Geraidine (pelo comércio de fazendas); Emilio Gomes Carreira (pelo comércio de secos e molhados); Cícero Cunha (pela classe dos auxiliares do comércio) e Altamir Gomes dos Santos (pela classe de ferragens, armarinhos, louças e tintas).

Ainda na mesma Assembléia, acertou-se o pagamento de jóias de 50 mil réis, para os associados, pagas em prestações mensais de 10 mil réis e mais a mensalidade de 10 mil réis.

Primeira Reunião de Trabalho

A primeira reunião de trabalho, conforme registro em livro de ata, aconteceu no dia 24 de outubro de 1933, com as presenças do presidente Flávio de Miranda Gonçalves, do vice Elias Jorge Geraidine, do 1º secretário Emilio Gomes Carreira, do 2º secretário Edgard Geraidine, do tesoureiro João Moreira Barbosa e demais diretores Alcebíades Marins, Camilo Metzger e Emilio Régnier.

A primeira reunião de trabalho tratou especificamente de uma proposta apresentada pelo Dr. Cícero Cunha, graduado em Ciências Comerciais, pela Escola Superior de Comércio do Rio de Janeiro (Contador Perito Judicial), para organizar um Departamento de Informação, Publicidade, Estatística e Consultas relativas às classes que a Associação Comercial representa. Foi proposto transferir o seu escritório para a sede da Associação, com todos os móveis e máquinas, constando ainda um cadastro de fazendeiros, negociantes e industriais, com cerca de mil nomes. Propôs como remuneração de seu trabalho 300$000 (trezentos mil réis) mensais até conseguir o número de 100 sócios, sendo o aumento de seus rendimentos gradativo com o aumento do número de associados. Porém, se até 31 de dezembro de 1933 o número de associados não atingir a 100, a remuneração seria reduzida para 200$000 (duzentos mil réis). A proposta foi aceita nos seguintes termos: ordenado mensal de 200$000 (duzentos mil réis) até o número de 100 sócios, passando para 300$000 (trezentos mil réis) quando atingir este número e mais 1$000 (mil réis) a cada novo sócio. Tudo de acordo, começaram as atividades rumo ao sucesso.

Grande Idealizador da ACIAP

Raphael Levy Miranda: o idealizador e fundador da Associação Comercial de Barra Mansa

Aredita-se a Raphael Levy Miranda a idealização e fundação da Associação Comercial de Barra Mansa. Homem de grandes feitos por onde passou, Raphael Levy Miranda nasceu em Amargosa (BA), em 5 de fevereiro de 1895, tendo ingressado no Colégio Americano, em Salvador, onde cursou o secundário até 1912. No mesmo ano, viajou para os Estados Unidos, onde estudou mecânica aplicada à eletricidade, na Universidade do Texas, retornando ao Brasil, em 1918. Em 1920, casou-se com Maria Angelina de Souza Miranda.

Passou por Barra Mansa, em 1932, onde lançou a semente da qual germinou a Associação Comercial, arrebanhando com ele alguns cidadãos que vislumbraram a necessidade de se forjar uma entidade forte e progressista. Na ocasião, Levy Miranda havia sido transferido para Barra Mansa, com funcionário do Banco do Brasil, onde, dentre um legado de obras sociais, ajudou o Asilo das Órfãs,promovendo campanhas para a obtenção de 25 camas.

Levy Miranda sempre teve uma inclinação especial na busca de trabalhar pelo social, cidadão altruísta. Foi assim que, em 1928, realizou o seu primeiro trabalho social, fundando um alberque noturno para abrigar os flagelados da seca, no município de Cachoeiro (BA). Em 1935, fundou a Obra de Assistência aos Mendigos e Menores Desamparados da Cidade do Rio de Janeiro; em 1938, inaugurou o Instituto Profissional Getúlio Vargas, para abrigar 500 menores; em 1940, fundou o Abrigo Cristo Redentor; em 1941, foi incumbido pelo governador Agamenon Magalhães, de fundar e organizar o Abrigo Cristo Redentor para indigentes, dentre inúmeras outras obras sociais.

Por seu trabalho, Levy Miranda mereceu do presidente Getúlio Vargas, a seguinte citação: “Seu eu tivesse 10 Levys Miranda, o problema da adolescência desprotegida estaria resolvido”. Em 1949, foi condecorado pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, com a Comenda da Ordem Nacional do Mérito. Seus méritos foram ressaltados até pelo jornal italiano “Osservatore Romano”. Faleceu no Abrigo Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, em 13 de novembro de 1969.

A Sede

Apenas quatro anos depois da fundação da Entidade, foi inaugurado o prédio próprio, na avenida Domingos Mariano, 196, na gestão do presidente Lucien Régnier. O terreno foi doado por outro cidadão que muito fez pela Entidade, Manoel de Sousa Soutello. Sabendo dos objetivos nobres da Associação Comercial, Manoel de Sousa Soutello, um rico fazendeiro do passado, natural de Batataes, no Estado de São Paulo, não hesitou em proceder a doação da área onde está erigido o prédio da ACIAP, somando forças aos ideais lançados por Raphael Levy Miranda e seguidos por tantos homens abnegados.

E numa grande união de esforços, foi lançado o movimento buscando a captação de recursos para a obra. Um livro caixa foi devidamente preparado e as doações foram sendo registradas e as obras começaram, sob a batuta do construtor João Klotz. O livro caixa foi aberto por Flávio de Miranda Gonçalves, que doou 500$000 (quinhentos mil réis), em 15 de abril de 1937.

Poucos meses depois, o sonho se concretizava, estava erguido o prédio da Associação Comercial, cuja inauguração festiva aconteceu em final de dezembro de 1937 e a primeira reunião de trabalho na sede própria , ocorreu no dia 10 de janeiro de 1938.


Os presidentes da ACIAP