Museu da Associação Comercial

Quem gosta de pesquisar assuntos relacionados com a história do comércio e da indústria de Barra Mansa, agora tem uma vasta fonte de consulta. Aberta ao público, diariamente, das 8h30min às 18h encontra-se em funcionamento o museu da Associação Comercial, instituído com a finalidade de preservar a sua própria memória e das atividades afins.

Batizado de “Museu Professor José Lourenço”, em reconhecimento aos relevantes serviços que esse cidadão prestou à ACIAP como chefe do expediente e jornalista responsável pelo Jornal O Líder, por cerca de três décadas, o museu exibe fotos interessantes da rede comercial e industrial, como a inauguração do armazém de secos e molhados Chiesse & Irmãos, em 1927; centro comercial da Avenida Joaquim Leite, em 1924, quando ainda tinha a denominação de rua; escritório da primeira fábrica de pilhas da América do Sul, que era localizada em Barra Mansa e pertencia aos irmãos Emílio e Lucien Regnier, em 1925; armazém do sr. Álvaro Millen, em 1938; fábrica da Bárbara, em 1940; primeiro gerente da Nestlé, em 1937; galpão da antiga Chevrolet, em 1950, dentre outras.

À disposição dos visitantes para pesquisas, ou para uma simples volta ao passado, encontram-se ainda muitos documentos importantes que retratam a participação que a Associação Comercial sempre teve na vida da cidade como, por exemplo, a conquista da passarela sobre a via férrea, inaugurada em 1936, conforme relato em um boletim informativo da instituição, datado desse ano. No campo de assistência social, a entidade também sempre marcou presença, conforme registro em livros que mostram sua atuação em inúmeras promoções de natal destinadas aos carentes, com distribuição de mantimentos. Em dezembro de 1948, participou ativamente da campanha em prol dos flagelados das enchentes que atingiram duramente grande parte dos estados de Minas e Rio de Janeiro, funcionamento com um pólo arrecadador de doações, cujos comprovantes de depósitos feitos no antigo Banco Fluminense da Produção S/A ainda se encontram afixados do mesmo jeito que foram colocados naquela época num livro onde há também relatórios da arrecadação. Outro documento muito curioso é o primeiro livro de registro de funcionários da Associação, aberto em 11 de março de 1934, e coube a José Evaristo Chaves, a honra de ser o primeiro encarregado do expediente na história da entidade, embora tenha ficado apenas cinco meses no cargo. No primórdio, segundo consta do mesmo livro, que também está à disposição para pesquisa, o renomado jornalista do passado, Christovam Rangel Leal, foi encarregado do expediente, ingressando em 15 de fevereiro de 1935.

A foto da primeira diretoria, cujo presidente foi Flávio de Miranda Gonçalves, e um memorial em homenagem ao idealizador da Associação, Levy Raphael Miranda, estão entre os mais de 200 documentos que fazem parte do museu.